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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Ferraduras em cavalos marchadores




                         FERRADURAS


OS MÚLTIPLOS USOS DE FERRADURAS EM CAVALOS MARCHADORES
  *Lúcio Sérgio de Andrade

   
 Com frequência, cavalos marchadores necessitam de algum tipo de ajuda mecânica para ser tornarem bons marchadores. Entretanto, esclareço que andamentos impostos não são geneticamente transmissíveis. Portanto, é imprescindível que a marcha seja natural, o que implica em deslocamentos dissociados. O uso de ferraduras pode ser uma necessidade, em decorrência da disponibilidade de terrenos duros e pedregosos para treinamento. Em outros casos, o uso de ferraduras tem a finalidade de corrigir defeitos na forma dos cascos, alterar a modalidade de andamento ou incrementar a performance. 
Na maioria dos haras, o serviço de ferreiro é desempenhado pelo próprio peão, que nem sempre foi devidamente qualificado. Além do mais, ferrar um cavalo de marcha nem sempre é o mesmo que ferrar um cavalo de trote. Nos cavalos marchadores, pequenas alterações na angulação dos cascos ( especialmente dos cascos anteriores ) e no peso das ferraduras, podem resultar em efeitos drásticos, às vezes desfavoráveis. Um tipo de ferrageamento indicado para um cavalo pode não surtir o mesmo efeito em outro cavalo. O segredo é preservar o maximo da naturalidade, principalmente como forma de prevenir as afecções. 
O ferrageamento é conduzido de acordo com a conformação de cada cavalo, no que diz respeito a forma dos cascos; eventual desbalanceamento e/ou desvio de aprumos; ângulo de inclinação das quartelas, ângulo de inclinação das espáduas; ângulo de inclinação das pernas e dos jarretes e eventuais deficiências na marcha. 
Para cavalos marchadores, nas modalidades marcha batida e marcha de centro, a angulação média de cascos anteriores é na faixa de 55 graus, sendo mais favoraveis as variações abaixo, até 52 graus, tendo em vista que em direção ao extremo superior há tendência ao endurecimento da marcha, pelo efeito da maior obliquidade das quartelas, que atuam como amortecedores. Nos cascos posteriores, para estas mesmas modalidades de marcha, a angulação sobe para a faixa dos 60 graus, em média. Os cascos posteriores exercem a função principal de impulsionar, e não de apoiar, como é o caso dos cascos anteriores, que nos cavalos marchadores exercem ação extra na tração. 
Para cavalos marchadores, na modalidade marcha picada com excesso de lateralidade, até o extremo da andadura desunida, os ângulos tendem a diminuirem, em torno de 50 a 52 graus nos anteriores e 55 graus nos posteriores, ou até menos, pois há uma prevalência de animais acurvilhados nestas modalidades de marcha. Uma curiosidade é que na raça americana Tennessee Walking Horse já foram determinados ângulos de 48 graus para os cascos posteriores e de 52 graus para os cascos anteriores, o que atesta a tendência aos posteriores acurvilhados nesta raça. Já os ângulos para outra raça americana de cavalos marchadores, de nome Missouri Fox Trotting Horse ( marcha do tipo batida ), situam-se na faixa de angulação dos cavalos marchadores brasileiros ( considerando-se todos os tipos de andamentos marchados ) – 52 graus nos cascos anteriores e 55 a 60 graus nos cascos posteriores. 

Correções na forma dos cascos:
Os defeitos mais frequentes na forma dos cascos são os talões estreitos (contraídos), talões escorridos ( adiantados ), parede estreita (com mais frequencia na região do quartos), desbalanceamento médio lateral da pinça ou de todo o casco, casco encastelado ( talões excessivamente altos ), casco achinelado ( pinça excessivamente crescida ). 

Correções dos desvios de aprumos: 
Antigamente, o uso de meia ferradura para a correção de desvios de aprumos era pratica corriqueira. Apresenta a desvantagem de provocar desequilibrios na sustetanção e na locomoção, favorecendo o desenvolvimento de diversos tipos de afecções de membros. A técnica atual é o uso de ferraduras com parafusos nos talões. Gradativamente, aumenta-se a altura, alterando a regulagem de altura dos parafusos. São ferraduras indicadas para as correções de desvios mais acentuados, nos tipos joelhos cambaios e jarretes fechados, ambos prevalentes em raças de cavalos marchadores.

 Correções no tipo de andamento: 
A correção da andadura desunida ( a convencional é quase que impossivel ) pode ser através do uso de ferraduras pesadas nos cascos anteriores e leves nos cascos posteriores, ou até mesmo não usar ferraduras nos cascos posteriores. Os cascos anteriores também são ferrados com grande crescimento das estruturas ( para aumentar ainda mais o peso em relação aos cascos posteriores, que são devidamente aparados para o ferrageamento ). Outra alternativa é manter os talões mais altos nos cascos anteriores. Um terceiro artificio é o uso de correntes nas quartelas, com proteção de couro, para evitar ferimentos. Todavia, neste terceiro recurso os resultados são imprevisíveis, pois há risco de provocar elevação excessiva dos membros anteriores, com desequiblibrio. Esta seria uma última tentativa, após as duas primeiras terem falhado. 
Muitos cavalos de andadura apresentam dificuldade para encartar e manter o galope, especialmente o galope reunido. O treinamento ao galope somente é iniciado após o sucesso na correção da andadura desunida. Raramente, o andamento ensinado será a marcha batida, mas sim uma marcha picada de melhor equilibrio entre apoios laterais e diagonais. De qualquer forma, ainda será uma marcha que proporciona melhor equilibrio de sustentação, relativamente à andadura desunida, o que favorece um pouco mais ao cavalo encartar o galope. 
A correção de uma marcha excessivamente diagonalizada é o contrário. Nos cascos anteriores, recomenda-se o uso de ferraduras leves, com angulação mais alta nos talões e pinça mais curta. E nos cascos posteriores ferraduras pesadas, com pinça mais longa e ângulo menor nos talões. A tração pode ser aumentada nas subidas de morros, em estradas de piso preferencialmente regular. As descidas também favorecem a dissociação dos bipedes diagonais. Ao contrário, no caso da correção de andamentos excessivamente lateralizados, as descidas não são favoráveis. Para estas situações, o passo é o andamento melhor indicado. 
Particularmente, adoto métodos naturais para correções de imperfeições em andamentos marchados. Caso estes métodos naturais não tenham sucesso, a ultima alternativa será o uso de ferraduras e/ou de correntes com proteção de couro, como forma de prevenir ferimentos. 
Uma prática cruel ja foi registrada em muares de marcha trotada ( cruzamento do jumento Pêga, marchador de tríplices apoios, com égua da raça Mangalarga, de marcha trotada ). Alguns muladeiros aparam os cascos de membros anteriores até o limite da sola, provocando dor, que por sua vez faz com que o animal marcha apalpando dos cascos anteriores. O desequilíbrio na sustentação tende a provocar a dissociação entre bípedes diagonais. 

Ferraduras de alta performance: 
As ferraduras de alta performance ainda não são rotineiramente utilizadas para cavalos de marcha no Brasil. As tradicionais são as ferraduras de pinça quadrada, que exercem a função básica de proporcionar mais retidão aos deslocamentos, o que se reveste de especial importância nos julgamentos de morfologia, na etapa da avaliação dos aprumos. Também servem para melhorar o estilo da marcha, além de eventuais ganhos na regularidade e desenvolvimento. Outros tipos de ferraduras de alta performance são as frisadas, que favorecem a melhor aderência, o que pode ser vantajoso em pistas escorregadias.  Os desenhos de frisos são variados. 
Independente de qual seja o andamento desejável, ferreiros nunca devem esquecer os princípios que fundamentam esta técnica especializada que é o ferrageamento. Alguns destes princípios: 
- As ferraduras devem estar em tamanho apropriado para os cascos, proporcionando suporte homogêneo ao redor dos quartos e talões;
- Não pode haver sobras de ferraduras. Estas são como a continuação dos cascos;
- Não se prepara o casco para a ferradura, mas sim o contrário;
- O ângulo do casco não deve variar mais do que três graus em relação ao ângulo natural, sob pena de provocar afecções. Nestes casos, o cavalo precisa se acostumar com a mudança de angulação, que traz estresse imediato sobre os tendões.  
Qualquer artifício tende a representar solução temporária. A solução permanente é selecionar bons marchadores, de cascaria saudável e bem conformada, bem aprumados, de forte constituição óssea-muscular, submetidos a um manejo profissionalmente conduzido. 

* O autor do texto acima é formado em Zootecnia pela UFLA-Universidade Federal de Lavras-MG, com curso de especialização na Texas A&M University – USA, pesquisador, escritor, produtor de videos tecno-educativos, instrutor de cursos, arbitro de equideos marchadores.



domingo, 2 de setembro de 2012

Cavalo:Origem e história


                  Cavalo:Origem e história


origem
O cavalo (do latim caballu) é um mamífero hipomorfo, da ordem dos ungulados, uma das três subespécies modernas da espécie Equus ferus. A denominação para as fêmeas é égua, para os machos não castrados, garanhão e para os filhotes, potro. Esse grande ungulado é membro da mesma família dos asnos e das zebras, a dos equídeos. Todos os sete membros da família dos equídeos são do mesmo gênero, Equus, e podem relacionar-se e produzir híbridos, não férteis, como as mulas. Pertencem a ordem dos perissodáctilos, sendo por isso parentes dos rinocerontes e dos tapires, ou antas.

Esses animais dependem da velocidade para escapar de predadores. São animais sociais, que vivem em grupos liderados por matriarcas. Os cavalos usam uma elaborada linguagem corporal para comunicar uns com os outros, a qual os humanos podem aprender a compreender para melhorar a comunicação com esses animais. Seu tempo de vida varia de 25 a 40 anos.

O cavalo teve, durante muito tempo, um papel importante no transporte; fosse como montaria, ou puxando uma carruagem, uma carroça, umadiligência, um bonde, etc.; também nos trabalhos agrícolas, como animal para a arar, etc. assim como comida. Até meados do século XX, exércitosusavam cavalos de forma intensa em guerras: soldados ainda chamam o grupo de máquinas que agora tomou o lugar dos cavalos no campo de batalha de "unidades de cavalaria", algumas vezes mantendo nomes tradicionais (Cavalo de Lord Strathcona, etc.)

Como curiosidade, a raça mais rápida de cavalo, o famoso thoroughbred (puro sangue inglês ou PSI) alcança em média a incrível velocidade de 17 m/s (~60 km/h).
História



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Descendente de uma linha evolutiva com cerca de sessenta milhões de anos, numa linhagem que parece ter-se iniciado com o Hyracohterium, um animal com cerca de 40 cm de altura. Os antecessores do cavalo, são originários do norte da América mas extinguiram-se aí por volta do Pleistoceno, há cerca de cento e vinte mil anos. Os cavalos selvagens originais eram de constituição mais robusta do que as raças de membros esguios que existem na actualidade. Há cinquenta milhões de anos atrás, uma pequena criatura semelhante a uma lebre, possuindo quatro dedos nas patas dianteiras e três em cada pata traseira, corria através de densas e úmidas vegetações rasteiras, alimentando-se de suculentas plantas e pastagens. Pelo fato de poder fugir e esconder-se de seus destruidores, o pequeno mamífero conseguiu prosperar. Esse animal era o Eohippus, o antecessor do cavalo moderno.

Poucos animais possuem um registro tão antigo e completo como o cavalo. Através do estudo de sua história, toma-se conhecimento dos efeitos causados pela crescente mudança do meio-ambiente na batalha do animal pela sobrevivência, e das adaptações que foram sendo necessárias durante o processo de sua evolução. Com a mudança gradual do clima, a terra se tornou mais seca, e os pântanos foram cedendo lugar a extensas planíciesgramadas. De Eohippus, no espaço de vinte milhões de anos aproximadamente, evoluiu Mesohippus, maior e mais musculoso, possuindo três dedos e patas mais longas. Seus dentes, ligeiramente modificados, eram mais adequados para puxar a grama do que para pastar nos arbustos e musgos dos pântanos.

Outros vinte milhões de anos transcorreram, e apareceu Merychippus, no qual apenas o dedo do meio, bem maior, tocava o solo quando o animal corria, sendo que os dedos laterais, assaz reduzidos em tamanho, eram usados somente em terreno molhado e pantanoso. Esse cavalo tinha o porte de um cão, com dentes notavelmente diferentes: mais adequados para triturar a mastigar. A cabeça possuía maior flexibilidade em sua base, sendo proporcionalmente mais longa do que a de seus antecessores, e assim o animal pastava com mais facilidade.

Pliohippus, o primeiro cavalo de um dedo só, apareceu na época pliocênica. Era um animal adaptado para desenvolver maior velocidade em descampados e pradarias, para evitar a captura. Estava-se, então a um passo do surgimento do Equus, o cavalo moderno, cuja estrutura de pata é formada pelos ossos do dedo central e cuja unha alargou-se enormemente, formando o casco. Equus, pequeno, mais robusto e fértil, capaz de suportar os mais rudes climas, prosperou e espalhou-se pelo mundo.


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Cavalos, asnos e zebras pertencem à família equídea e caracterizam-se por um dedo funcional em cada pata, o que os situa entre os monodáctilos. As outras duas falanges formam a quartela e o osso metatársico, os quais são ligados pelo machinho, junta que possui grande flexibilidade, e à qual se deve a facilidade que apresenta o animal para amortecer o choque com o solo após saltar grandes obstáculos.

O machinho é responsável também pela capacidade do animal de desenvolver grande velocidade sobre terrenos ondulados e, ainda, por sua habilidade em esquivar-se agilmente de obstáculos, voltar-se sobre si mesmo e correr em sentido oposto, em verdadeiras manobras de fuga. O nascimento dos dentes acontece de maneira a permitir que os mesmos possam ser usados, sem que apresentem qualquer problema, desde o nascimento do animal até que este complete oito anos, aproximadamente.

Os cavalos, de maneira geral, são muito semelhantes em sua forma física, possuindo corpos bem proporcionados, ancas possantes e musculosas e pescoços longos que sustentam as cabeças de acentuada forma triangular. As orelhas são pontudas e móveis, alertas ante qualquer som, e a audição é aguçada. Os olhos, situados na parte mais alta da cabeça e bem separados um do outro, permitem uma visão quase circular e as narinas farejam imediatamente qualquer sinal de perigo. O pelo forma uma crina ao longo do pescoço, possivelmente para proteção. A maioria dos inimigos do animal, membros da família dos felinos, por exemplo, costuma saltar sobre o dorso do cavalo e mordê-lo no pescoço.

Cavalos selvagens foram difundidos na Ásia e Europa em épocas pré-históricas, mas as vastas manadas foram se esgotando através das caçadas e capturas para domesticação. O Tarpan (cavalo selvagem da Tartária) sobreviveu até 1850 na Ucrânia, Polônia e Hungria, países de onde se originou. Acredita-se que seja o antecessor do cavalo Árabe e de outros puros-sangues. Pequeno, tímido e veloz, o Tarpan possuía uma pelagem longa e de tonalidade cinzento-pálida, com uma faixa negra sobre o dorso. A crina era ereta e a cauda coberta por pelos longos e ásperos. Evoluiu durante aépoca glacial, quando os cavalos que viviam em florestas foram forçados a se deslocar para o sul, onde, então, cruzaram-se com os animais locais, que viviam em planícies. Desde 1932, esforços têm sido desenvolvidos no sentido de recriar o Tarpan, e vários parques zoológicos já possuem grupos de Tarpans. Os pequenos cavalos representados nas pinturas de cavernas emLascaux, França, são, quase certamente, Tarpans.


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O Przewalski teve seu nome derivado do explorador russo que descobriu uma imensa tropa dessa raça em 1881. Também conhecido como cavalo-selvagem-da-mongólia, foi quase completamente extinto no fim do século, e os sobreviventes são cuidadosamente conservados cativos e em estado selvagem. O cavalo-de-przewalski é um animal baixo e compacto, de coloração clara como a areia, possuindo uma listra negra sobre o dorso e uma crina negra e ereta. A cauda é negra e coberta por pelos. Possui também protuberâncias, conhecidas como calosidades, na face interna das pernas. Sendo um animal fértil e de rápido amadurecimento, não deveria ser difícil manter um núcleo saudável de reprodutores para que fossem novamente supridas as áreas nas quais viviam originalmente.

Por volta do ano 2000 a.C., o homem começou a usar o cavalo para propósitos outros além daquele da alimentação, e, devido à sua intervenção no esquema natural das coisas, o processo evolutivo foi acelerado por seleção artificial, dando origem assim à grande diversidade de raças, tamanhos, formas e pelagens, que pode ser apreciada nos tempos atuais.

Introdução no Brasil

Em três momentos o cavalo foi introduzido inicialmente no Brasil: a primeira leva veio em 1534, na Vila de São Vicente; a segunda, em Pernambuco, em 1535; a terceira, na Bahia, trazidos por Tomé de Sousa.

Cavalos Europeus
Conclusões de equipa internacional de peritos, diz que espécies da Península Ibérica contribuíram geneticamente para os modernos cavalos europeus. Os cavalos na Europa tiveram o seu primórdio na Ásia e também na Península Ibérica. Segundo um estudo, estes, concentravam-se na Península Ibérica devido a esta ter uma floresta menos densa do que a restante Europa, à milhares de anos atras. Este estudo foi conduzido por Cristina Luís (dos Museus da Politécnica da Universidades de Lisboa) e Maria do Mar Om (do Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa), entre outros. O trabalho efetuado por esta equipe foi publicado na revista PLoS one . A existência dos cavalos na Península Ibérica vem de há cerca de 6.000 anos atrás. Segundo o estudo, os cavalos asiáticos e os Ibéricos terão influenciado os cavalos europeus. É de salientar também a evolução do homem juntamente com este animal, na sua evolução e sua utilização para as mais variadas tarefas como: viagens de longa distância, na agricultura, no comércio e na guerra. O cavalo teve assim enorme importância na história do homem. O estudo avaliou, geneticamente, 24 raças de cavalos europeus e asiáticos. O objectivo terá sido investigar as ligações genéticas para apurar a história do cavalo e a sua história nas civilizações humanas, tendo também a intenção de preservar este animal. Na história de Portugal e na altura das investidas e ocupação por parte dos Mouros no território Português é desconhecido como foi feita a migração dos cavalos. Fica a dúvida se foram os Mouros que trouxeram os cavalos para a Península Ibérica ou se terá sido o contrário. Nos dias de hoje já não se encontram cavalos selvagens na Europa, apesar de o mais próximo disso, ser, cavalos a “andarem” livremente. São esses, os “Garranos” que podem ser vistos no Norte de Portugal, mas os Garranos, são propriedade de alguns senhores.

sábado, 28 de julho de 2012

Enduro Equestre


                      Enduro equestre: Um dos esportes mais familiares

Enduro Equestre é um dos sete esportes hípicos regulamentados pela FEI - Fédération Equestre Internationale. É, atualmente, o esporte que mais cresce em número de eventos por ano e já ocupa a terceira posição, praticamente empatado com o Concurso completo de equitação e atrás do Salto. Trata-se de uma corrida de longa distância, atingindo 160 quilômetros em sua versão mais longa, separada em etapas (chamadas de "anéis"). Entre os anéis sempre há um controle veterinário (o "vet-check") que desclassifica os cavalos demasiadamente cansados ou que mostrem qualquer sinal de dor no sistema locomotor. O enduro é disputado por conjuntos compostos de um cavaleiro/amazona e um cavalo/égua, não podendo nenhum dos membros ser substituído durante a prova. Uma característica interessante é que todos correm juntos, não havendo distinção entre homens e mulheres. Além disso, o enduro é conhecido por proporcionar um ambiente familiar, no qual avós e netos, marido e mulher, irmão e irmã, etc correm juntos e onde se tem contato com a natureza durante todo o dia.

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O enduro é separado em duas modalidades: velocidade livre e velocidade controlada. A primeira é considerada a modalidade principal e mais competitiva. Todas as provas internacionais e campeonatos mundiais e continentais são disputados na velocidade livre. Nesta modalidade o primeiro conjunto a percorrer a distância estabelecida e ser aprovado no vet-check final é considerado o vencedor.
A velocidade controlada é tida como uma modalidade de fomento e treinamento para cavalos e cavaleiros. Existem vários regulamentos, que premiam desde o tempo de recuperação cardíaca do cavalo até a cadência correta na trilha. Todos esses regulamentos, no entanto, estabelecem distâncias curtas (entre 15kms e 60kms), permitem que cavalos de qualquer raça e sem nenhum treinamento participem e dão condições a praticamente qualquer pessoa competir. Todo o conteúdo a seguir diz respeito às provas de velocidade livre.

[editar]Categorias

As provas de velocidade livre são separadas por distância e por idade dos cavaleiros/amazonas. A grande maioria é composta por trilhas entre 80kms e 160kms, embora existam provas mais curtas (normalmente de 60kms) e mais longas (divididas, nesse caso, em dois ou mais dias). Dentre essas distâncias, os cavaleiros são divididos por idade em três categorias: mirim (até 14 anos), young rider(14-21 anos) e sênior (a cima de 21 anos). As provas consideradas de elite são:
  • 160kms para seniores
  • 120kms para young riders


A prova de enduro de velocidade livre é composta por uma largada, determinado número de anéis (dependendo da distância), pelos vet-checks e pela chegada.

[editar]Os anéis - a trilha


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Após a largada (todos juntos, como numa maratona), os conjuntos percorrem trilhas marcadas com tinta e fitas coloridas. Essas trilhas normalmente tomam lugar em bosques, parques, florestas, pastos, estradas de terra e demais cenários típicos do meio rural. A topografia e o solo são os principais fatores da trilha e é neles que os cavaleiros/amazonas prestam atenção para decidir que velocidade imprimirão. Quanto mais duro e com mais pedras o solo e quanto mais acidentada a topografia, piores são as condições, fazendo com que os conjuntos diminuam a velocidade visando poupar suas montarias de cansaço e lesões (entendidas mais como dores, que normalmente somem no dia seguinte à competição). É na trilha que o cavaleiro/amazona tem que decidir quão rápido andará e onde forçará mais o ritmo, lembrando sempre que ao aumentar a velocidade está cansando mais seu cavalo e o expondo a maiores riscos de lesão. Numa prova de 160kms o conjunto passa cerca de dez horas na trilha, podendo variar dependendo do solo, da topografia e do clima. A trilha é separada em anéis (etapas), cada um medindo entre 15kms e 40kms. No meio destes anéis há locais com água para os cavalos e pontos de apoio, onde a ajuda externa é permitida e onde se resfria os cavalos e se dá eletrólitos e demais suplementos para os animais. Ao final de cada anel há um vet-check.

[editar]Os vet-checks

vet-check compreende três fases: a de recuperação do cavalo, a dos testes veterinários e a de descanso. A primeira começa assim que o conjunto chega da trilha e sua função é preparar o cavalo para a fase seguinte o mais rápido possível. Nela, o cavaleiro e sua equipe de apoio tiram a sela do cavalo e o resfriam (normalmente jogando água gelada em seu corpo). Como o tempo do conjunto só é parado quando o cavalo passa para a fase seguinte (e não quando ele chega da trilha), é importante que a fase de recuperação seja o mais breve possível, o que privilegia os cavalos mais descansados - já que para passar para os testes veterinários a freqüência cardíaca do cavalo deve estar suficientemente baixa. Os testes veterinários visam verificar as condições do animal. O médico veterinário mede a freqüência cardíaca do cavalo, hidratação, movimentação intestinal, dores musculares e por fim observa se sua movimentação não apresenta nenhuma claudicação (manqueira). Caso a freqüência cardíaca do cavalo esteja a cima dos níveis máximos estabelecidos (normalmente 64 batimentos por minuto) ou o cavalo esteja mancando, o conjunto será eliminado e, portanto, obrigado a parar. Caso o cavalo seja aprovado, o conjunto largará para o próximo anel (após a fase de descanso) ou será considerado classificado (caso já tenha terminado a prova). A fase de descanso é composta por um tempo (ao redor de 40 minutos) para que cavalos e cavaleiros descansem, se alimentem, etc. Muitas vezes os cavalos são massageados. Após esta fase, os conjuntos largam para o próximo anel, respeitando a ordem e o tempo no qual eles entraram nos testes veterinários.

[editar]Chegada

A chegada do último anel, ou chegada final, difere da chegada dos outros anéis pois determina o fechamento do tempo do conjunto, ou seja, é o primeiro a cruzar a linha de chegada que ganha e não o primeiro a entrar nos testes veterinários. Por esse motivo, algumas vezes ocorrem disputas, ou sprints, na chegada.

[editar]História do esporte

Apesar de provas eqüestres de resistência existirem há muito tempo, o enduro moderno, tal como o conhecemos hoje, tem suas origens na década de 1950. Nos EUA, Wendell Robie se propôs a trilhar a rota do Pony Express - um antigo serviço dos correios norte-americanos - em menos de 24 horas. Posteriormente, nesta trilha foi fundada a Tevis Cup, uma das provas de enduro mais importantes até hoje. A partir de então o enduro eqüestre foi se desenvolvento e se difundindo. Em 1982 o enduro passou a ser considerado uma disciplina oficial da FEI, que desde 1986 organiza campeonatos mundiais a cada dois anos, além de campeonatos europeus, pan-americanos, etc. Ao final da década de 1990, países árabes, em especial o Emirados Árabes Unidos, aderiram ao esporte e injetaram grandes quantias de dinheiro em patrocínio, treinamento, aquisição de animais, etc. A partir de então o enduro passou a crescer esportivamente e economicamente de modo vertiginoso.

[editar]Cavalos


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A maior parte dos cavalos praticantes de enduro equestre é da raça Puro Sangue Árabe (PSA). Por sua resistência e aptidão esportiva, os cavalos árabes alcançam, ao redor de todo o mundo, resultados superiores. Há, também, muitos cavalos com parte do sangue árabe, em especial anglo-árabes (mistura de PSA com PSI - Puro Sangue Inglês), conhecidos por seu tamanho maior. Esta tendência, no entanto, não é uma regra e algumas vezes observa-se cavalos com origem desconhecida (sem raça definida) ou cruzas pouco comuns (criolo com inglês, por exemplo) ganhando provas importantes e tendo outros resultados impressionantes.

[editar]Características desejáveis num cavalo de enduro

Um cavalo de enduro deve ser forte, bem aprumado, ter bons cascos, ter um sistema cardio-respiratório eficiente, apresentar disposição para o esporte (vontade de andar, por exemplo), mostrar-se apto para realizar troca de calor com o ambiente de modo eficiente e ser calmo. Nem todas essas características são encontradas em todos os cavalos de enduro.

[editar]Panorama internacional

As duas principais forças no enduro equestre mundial são a França e o Emirados Árabes Unidos (UAE). Além de terem resultados expressivos nos campeonatos mundiais e continentais, são nestes países que acontecem as competições mais importantes. A França é conhecida pela larga experiência de seus cavaleiros e por sua criação e seleção de cavalos, enquanto os UAE por seu imenso investimento em animais e treinamento. Outros países também ocupam posições importantes no cenário internacional. NaEuropa destacam-se Itália, Portugal e Espanha, na América, Estados Unidos, Brasil e Uruguai, no Oriente Médio, Bahrain e no restante do mundo, a Austrália.

[editar]Principais conquistas brasileiras

Apesar de não ser uma força primária no enduro equestre e sempre enfrentar longas viagens para participar de campeonatos internacionais, o Brasil já obteve resultados expressivos:
  • Campeonato mundial young rider 2003 - Pratoni Del Vivaro (Itália)
    • 6° lugar individual
    • Best Condition Award
  • Pan-americano 2005 - Pinamar (Argentina)
    • Medalha de bronze por equipe na categoria sênior
    • Medalha de ouro por equipe na categoria young rider
    • Medalha de prata individual na categoria young rider
    • Medalha de bronze individual na categoria young rider
    • Best Condition Award
  • Campeonato mundial young rider 2005 - Bahrain
    • Medalha de bronze por equipe
  • Campeonato mundial young rider 2007 - Campo de Mayo (Argentina)
    • Medalha de bronze por equipe
  • Pan-americano 2007 - Campinas (Brasil)
    • Medalha de ouro por equipe na categoria sênior
    • Medalha de ouro por equipe na categoria young rider
    • Medalha de ouro individual na categoria sênior
    • Medalha de prata individual na categoria sênior
  • Campeonato Mundial de Cavalos Jovens 2009 - Compiègne (França)
    • Medalha de bronze individual na categoria 8 anos

sexta-feira, 20 de julho de 2012

cascos


                                          Casco branco Casco preto

   todos acham que cavalos com casco branco são piores do que casco preto, a diferença é da pigmentação do casco, mas não tem diferença nenhuma . Você também não pode comprar um cavalo simplesmente pela cor do casco, você tende comprar o cavalo pela saúde, com o auxilio de um veterinário, olhar a ferragem dele, além de olhar o tendão, a sola e a saúde do casco dele, além de ver se o animal tem um casco do tamanho adequado que é sempre bom. Existem cavalos com cascos alternados: cascos brancos e cascos pretos, mas não tem diferença oque importa é a saúde.


Cavalo campeão da raça pampa de 2009. Repare que ele tem os cascos alternados.
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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Cor & Pelagem





  A cor dos cavalos é um assunto muito falado, mais sempre é descrita como: marrom, preto, amarelo e branco, por isso coloquei aqui algumas informações que possam ajudar vocês
    Obrigado

                                                      Cor & Pelagem

A cor do pelo dos cavalos é determinada por uma combinação de 39 genes, sendo por isso possíveis imensos tons de pelagem. Apesar de todas as associações de criadores insistirem em que a capacidade funcional de movimento e a conformação correcta são os aspectos mais importantes num cavalo, a cor é considerado um factor muito relevante em algumas raças. Alguns cavalos com pintas ou manchas como os Pintos, Paints, Appaloosas Albinos, são muitas vezes considerados “pelagens” em vez de “raças”. A maioria das cores destas raças - pelagens tem origem nos cavalos ibéricos mas, no entanto, já não existem nos Lusitanos e espanhóis modernos. Nos puro sangue árabes, não existe pelagem multicolor,  palomina,  pampa.  As pelagens típicas são a castanha, a tordilha e alazã.

AlazãoAlazão AvermelhadoAlazão Fígado



CastanhoCastanho ClaroCastanho Escuro


Baio ClaroCastanho MarromMarrom


Tordinho ApatacadoMalhado TobianoPalominio


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Ruão VermelhoPretoTordilho

sábado, 9 de junho de 2012

Postagens toda hora!

Muito obrigado a todos que estão acessando o site. Quem quiser pedir alguma nova postagem, pode ser de qualquer esporte equestre, mande para o email: maisdoquecavalos@gmail.com a partir do dia 15/6/12.
Obrigado

Mangalarga Marchador o melhor cavalo de todos!

Estimulado pelo número de pessoas que leram a reportagem sobre o Mangalarga Marchador, decidi escrever uma nova postagem, mais completa e melhor, para quem pesquisa sobre o melhor cavalo de sela do Brasil ou a penas quer  se informar.



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mangalarga marchador é uma raça de cavalos cuja origem remonta à coudelaria Alter-Real, que chegou ao Brasil por meio de nobres da Côrte portuguesa e, após, cruzada com cavalos de lida, em sua maioria advindos da raças ibéricas (bérberes), que aqui chegaram na época da Colonização do Brasil.
Segundo a tradição, em 1812, Gabriel Francisco Junqueira (o barão de Alfenas) ganhou de D. João VI, um garanhão da raça Alter-Real e iniciou sua criação de cavalos cruzando este garanhão com as éguas comuns da Fazenda Campo Alegre, situada no Sul de Minas onde hoje é o município de Cruzília. Como resultado desse cruzamento, surgiu um novo tipo de cavalo que acreditamos foi denominado Sublime pelo seu andar macio.
Esses cavalos cômodos chamaram muito a atenção, e logo o proprietário da Fazenda Mangalarga trouxe alguns exemplares de Sublimes para seu uso em Paty do Alferes, próximo à Corte no Rio de Janeiro. Rapidamente tiveram suas qualidades notadas na sede do Império - principalmente o porte e o andamento - e foram apelidados de cavalos Mangalarga numa alusão à roupa de seus montadores.

Em 1934 foi fundada a ABCCRM, Associação Brasileira de Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga. Anteriormente, houve uma notável migração de parte da família Junqueira para São Paulo. Chegando em novo solo, com topografia diferente, cultura diferente, onde a caçada ao veado era diferente, os cavalos tiveram que se adaptar a uma nova topografia e necessidades tendo a necessidade de um cavalo de melhor galope mais resistente por isto foi mais valorizado a marcha trotada que tem apoios bipedal de dois tempos com tempo mínimo de suspensão que cumpria as novas exigências do animal sem perder a comodidade, pois os animais de tríplice apoio apesar de serem mais cômodos não conseguiam acompanhar o ritmo alucinante das caçadas e a lida com gado em campo aberto que eram as duas maiores funcionalidades do cavalo Mangalarga no estado de São Paulo. Tanto o Mangalarga Marchador como o Mangalarga ou Mangalarga Paulista, são duas raças genuinamente brasileiras. As duas foram desenvolvidas em Cruzília - MG.

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Devido à inevitável diferença que estava surgindo entre os criadores de Mangalarga de São Paulo e de Minas, foi fundada em 1949 uma nova Associação, aABCCMM. Esta Associação teve origem a partir de uma dissidência de criadores que não concordavam com os preceitos estabelecidos pela ABCCRM e teve como objetivo principal a manutenção da marcha tríplice apoiada.
O tempo passou e a ABCCMM é hoje a maior associação de equinos da América Latina, com mais de 250.000 animais registrados e mais de 20.000 sócios registrados, com cerca de três mil ativos. Durante o período de meados de 70 ao final da década de 1990 o Marchador teve uma ascensão astronômica no segmento da equinocultura, batendo recordes de animais expostos, registrados, e de preços em leilões oficiais.

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[editar]Aparência geral

Porte médio, ágil, estrutura forte e bem proporcionada, expressão vigorosa e sadia, visualmente leve na aparência, pele fina e lisa, pelos finos, lisos e sedosos, temperamento ativo e dócil.

[editar]Altura

  • Para machos a ideal é de 1,52 m, admitindo-se para o registro definitivo a mínima de 1,47 m e a máxima de 1,57 m.
  • Para fêmeas a ideal é de 1,46 m, admitindo-se para o registro definitivo a mínima de 1,40 m e a máxima de 1,54 m.

[editar]Cabeça


Cabeça e pescoço padrão da raça.www.maisdoquecavalos.blogspot.com
  • Forma: triangular, bem delineada, média e harmoniosa, fronte larga e plana;
  • Perfil: retilíneo na fronte e de retilíneo a sub-côncavo no chanfro;
  • Olhos: afastados e expressivos, grandes, salientes, escuros e vivos, pálpebras finas e flexíveis;
  • Orelhas: médias, móveis, paralelas, bem implantadas, dirigidas para cima, de preferência com as pontas ligeiramente voltadas para dentro;
  • Garganta: larga e bem definida;
  • Boca: de abertura média, lábios finos, móveis e firmes;
  • Narinas: grandes, bem abertas e flexíveis;
  • Ganachas: afastadas e descarnadas.

[editar]Pescoço

De forma piramidal, leve em sua aparência geral, proporcional, oblíquo, de musculatura forte, apresentando equilíbrio e flexibilidade, com inserções harmoniosas, sendo a do tronco no terço superior do peito, admitindo-se, nos machos, ligeira convexidade na borda dorsal - como expressão de caráter sexual secundário - crinas ralas, finas e sedosas.

[editar]Tronco

  • Cernelha: bem definida, longa, proporcionando boa direção à borda dorsal do pescoço;
  • Peito : profundo, largo, musculoso e não saliente;
  • Costelas: longas, arqueadas, possibilitando boa amplitude torácica;
  • Dorso: de comprimento médio, reto, musculado, proporcional, harmoniosamente ligado à cernelha e ao lombo;
  • Lombo: curto, reto, proporcional, harmoniosamente ligado ao dorso e à garupa, coberto por forte massa muscular;
  • Ancas: simétricas, proporcionais e bem musculadas;
  • Garupa: longa, proporcional, musculosa, levemente inclinada, com a tuberosidade sacral pouco saliente e de altura não superior à da cernelha;
  • Cauda: de inserção média, bem implantada, sabugo curto, firme, dirigido para baixo, de preferência com a ponta ligeiramente voltada para cima quando o animal se movimenta. Cerdas finas, ralas e sedosas.

[editar]Membros anteriores


Morfologia do padrão da raça.www.maisdoquecavalos.blogspot.com
  • Espáduas: longas, largas, oblíquas, musculadas, bem implantadas, apresentando amplitude de movimentos;
  • Braços: longos, musculosos, bem articulados e oblíquos;
  • Antebraços: longos, musculosos, bem articulados, retos e verticais;
  • Joelhos: largos, bem articulados e na mesma vertical do antebraço;
  • Canelas: retas, curtas, descarnadas, verticais, com tendões fortes e bem delineados;
  • Boletos: definidos e bem articulados;
  • Quartelas: de comprimento médio, fortes, oblíquas e bem articuladas;
  • Cascos: médios, sólidos, escuros ou claros e arredondados.
  • Aprumos: corretos.

[editar]Membros posteriores

  • Coxas: musculosas e bem inseridas;
  • Pernas: fortes, longas, bem articuladas e aprumadas;
  • Jarretes: descarnados, firmes, bem articulados e aprumados;
  • Canelas: retas, curtas, descarnadas, verticais, com tendões fortes e bem delineados;
  • Boletos: definidos e bem articulados;
  • Quartelas: de comprimento médio, fortes, oblíquas e bem articuladas;
  • Cascos: médios, escuros e arredondados;
  • Aprumos: corretos.

[editar]Ação

  • Passo: andamento marchado, simétrico, de baixa velocidade, a quatro tempos, com apoio alternado dos bípedes laterais e diagonais, sempre intercalados por tempo de tríplice apoio.
Características ideais: regular, elástico, com ocorrência de sobrepegada; equilibrado, com avanço sempre em diagonal e tempos de apoio dos bípedes diagonais pouco maiores que laterais; suave movimento de báscula com o pescoço; boa flexibilidade de articulações.
  • Galope: andamento saltado, de velocidade média, assimétrico, a quatro tempos, cuja sequência de apoios se inicia com um posterior, seguido do bípede diagonal colateral e se completa com o anterior oposto.
Características ideais: regular, justo, com boa impulsão, equilibrado, com nítido tempo de suspensão, discreto movimento de báscula com o pescoço, boa flexibilidade de articulações.

[editar]Andamento


Tríplice Apoiowww.maisdoquecavalos.blogspot.com
  • Marcha: andamento marchado, simétrico, a quatro tempos, com apoio alternado dos bípedes laterais e diagonais, sempre intercalados por momentos de tríplice apoio.
  • Características ideais: regular, elástico, com ocorrência de sobrepegada ou ultrapegada, equilibrado, com avanço sempre em diagonal e tempos de apoio dos bípedes diagonais maiores que laterais, movimento discreto de anteriores, descrevendo semicírculo visto de perfil, boa flexibilidade de articulações.

[editar]Expressão e caracterização

O que exprime e caracteriza a raça em sua cabeça, aparência geral e conformação.

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